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Empresas brasileiras expõem tecnologia nos Estados Unidos

28/6/2004
Agência CT do MCT

Cerca de 30 empresas e 18 instituições tecnológicas e de pesquisa brasileiras participam na próxima quarta-feira do Brazil&US Technology Open House, uma mostra sobre ciência e tecnologia. O evento acontece nos Estados Unidos e é promovido pelo Ministério da Ciência e Tecnologia (MCT) e pela Embaixada do Brasil em Washington, em conjunto com o National Institute of Standards and Technology (Nist), órgão ligado ao Departamento de Comércio dos Estados Unidos. Do lado norte-americano, além de representantes do governo, estarão presentes empresas de áreas afins com as das companhias brasileiras, institutos de pesquisa e fundos de capital de risco.

O evento tem duração de um dia, será realizado na sede do Nist e está em sua segunda edição. A primeira, no ano passado, contou basicamente com a participação de empresas paulistas, segundo o MCT. Este ano, a Brazil&US Technology contará com a presença de participantes de vários estados.

"O desafio do Brasil é abrir portas e o Nist é um espaço muito respeitado", diz o Secretário de Tecnologia do MCT, Francelino Grando.


Certificação do FBI

A Griaule Reconhecimento de Impressões Digitais, instalada na Incubadora de Empresas de Base Tecnológica da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) foi uma das participantes em 2003. Os contatos feitos na ocasião resultaram na certificação do software de identificação de impressão digital da Griaule pelo Federal Bureau of Investigation (FBI). Posteriormente, o produto foi submetido à avaliação de qualidade do Nist, junto com os de multinacionais como a Nec e a Motorola, informa o sócio da empresa, Iron Daher. Este mês saiu o resultado da avaliação que colocou o programa em oitavo lugar. Foram 16 avaliados.

De acordo com o empresário, não há sistema similar no Brasil, com tecnologia local. O produto da Griaule, empresa aberta há cerca de dois anos, já integra os sistemas de indentificação digital de algumas unidades do Poupatempo em São Paulo e do Detran de Pernambuco. Daher também negocia parcerias na França e nos Estados Unidos.

Entrar no mercado norte-americano é também um dos interesses da Bug Agentes Biológicos que participa do evento desta quarta-feira. Com três anos de existência, a Bug vende no Brasil e no exterior o substrato para o controle biológico de pragas em grandes culturas como milho, cana-de-açúcar, soja, tomate e algodão, explica o sócio Diogo Rodrigues Carvalho.

Segundo o empresário, o custo da Bug para obter esses substratos é menor do que em outros países, em razão da mão-de-obra mais barata e, principalmente, da tecnologia que permite maior produtividade com áreas menores. A tecnologia foi desenvolvida em parceria com o laboratório de biologia de insetos da Escola Superior de Agricultura "Luiz de Queiroz" (Esalq), da Universidade de São Paulo (USP). "Eles já tinham a tecnologia, mas para produzir para pesquisa. Nos investimos R$ 750 mil para obter a produção em larga escala", diz Carvalho.

A venda no mercado externo se deu a partir do contato com um laboratório da Suíça no qual os sócios já sabiam que o custo de produção dos substratos era elevado. Deu certo. Hoje, além da Suíça, a Bug vende os substratos para a Bélgica, Itália e Inglaterra, mas ainda não no mercado norte-americano.

A empresa produz cerca de dois quilos de substrato por dia e exporta cerca de 10% da produção. "Começamos a exportar em 2002 e estamos aumentando os embarques para os mesmo clientes porque para eles não compensa a produção", informa o empresário. De acordo com Carvalho, 90% da operação é a criação da praga. É preciso ambiente com temperatura controlada, dieta balanceada. Hoje a Bug vende para quase todos os estados do Brasil com receita anual de US$ 1,2 milhão.

O tamanho da área tratada com atendimento da empresa aumentou três vezes no último ano. Só em safra de milho são 12 mil hectares. "Há muito potencial para o controle biológico o problema é espaço físico e a infra-estrutura necessária. O ciclo para obter o substrato dura entre 45 e 50 dias.


Procura por investidor

Outra empresa que fará parte do evento será a Fiberwork, criada em 1998 com foco nas redes de fibras ópticas, nas aplicações de telecomunicações. A empresa desenvolveu o Ospa -Óptica S. Parameters Analiser, Analisador Óptico de Parâmetros S, que analisa os dispositivos usados em redes de fibra óptica. Por meio de um software, faz um tipo de raio X dos dispositivos, mostrando se deformam a onda que está passando, se refletem muita luz, entre outros pontos. "O sistema confere vários parâmetros e analisa os dados de performance de uma vasta gama de dispositivos", informa o mestre em física, Elso Rigon, gerente executivo da Fiberwork.

Segundo Rigon, quando a empresa começou o desenvolvimento não havia similar do produto no mundo, mas duas outras versões foram lançadas em 2003. A Fiberwork apresentou o Ospa ao mercado internacional em fevereiro na Optical Fiber Conference nos EUA. O produto custa entre US$ 70 mil e US$ 80 mil e foi patenteado. "O equipamento da concorrência é mais caro porque exige o uso de um laser específico e a solução como um todo fica em quase US$ 200 mil", afirma o executivo.

No nosso caso, se o laboratório de pesquisa já tem um laser pode utilizar. O produto foi desenvolvido com o apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp). O projeto durou três anos. A Fiberwork ficou por dois anos incubada na Ciatec -Companhia de Desenvolvimento do Pólo de Alta Tecnologia de Campinas (Ciatec), em São Paulo. Dos 19 profissionais da empresa apenas três não têm formação técnica.

No evento, Rigon espera fazer contatos para parceria tecnológica e de vendas. "Lá, os centros de pesquisa são mais ativos no relacionamento com o capital privado, vamos buscar parcerias científicas e investimento de capital de risco.

Rita Karam

Originalmente publicado em Agência CT