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Pesquisa aponta ineficiência da banda larga corporativa

4/4/2001
Correio Popular

Apresentada como tecnologia de ponta, o sistema STM-64 - que permite transmissões de dados no Brasil até 10 gigabytes, a chamada banda larga corporativa -, ainda está longe de atingir a eficiência. Pesquisa inédita realizada pela Fiberwork, de Campinas, acaba de revelar que 15% das redes ópticas instaladas nos últimos dois anos no País apresenta níveis de dispersão acima de 0,3 picos segundo por quilômetro, o que acaba por reduzir a qualidade das transmissões de dados.

Segundo o fundador da empresa e um dos responsáveis pelo estudo, Sérgio Barcelos, nesta pesquisa foi feita uma auditoria de campo em mais de 2 mil fibras nacionais e importadas, instaladas desde 1998. Este número de 15%, segundo ele, dá uma idéia geral do problema que atinge o setor de telecomunicações no Brasil. No entanto, ressaltou que a gravidade do problema pode ser ainda maior, pois o processo de qualidade das empresas fabricantes teve início justamente nos últimos dois anos. "Nas redes mais antigas o problema é ainda maior", prevê Barcelos.

Ele explica que os dados disponíveis do ano passado mostram que a produção de fibras ópticas no Brasil atinge 2,5 milhões de quilômetros por ano, número que atende 60% da capacidade local. Os outros 40% são preenchidos com a importação do produto. De acordo com Barcelos, as maiores prejudicadas com a má qualidade das fibras ópticas instaladas no País são as grandes corporações, maiores usuários desse atualmente.

O sócio-proprietário da Fiberwork não revela quais as empresas que apresentam maior grau de ineficiência na produção, uma que ela presta serviços para muitas delas. "O importante é que todos passem a se preocupar mais com o assunto, procurando melhorar a qualidade e ao mesmo tempo aumentar a eficiência da transmissão de dados no Brasil".

Da Agência Anhangüera