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Auditoria revela que rotas de fibras óticas não se adequam às tecnologias atuais

6/4/2005
Revista LumiŤre

A auditoria em fibras ópticas instaladas no Brasil entre 1997 e 2002, executada por profissionais da Fiberwork Comunicações Ópticas, demonstra preocupação em razão do alto índice de PMD (Dispersão do Modo de Polarização), fato que provoca redução na capacidade de transmissão das redes de fibras.

Esta auditoria, que é uma amostragem da planta de fibras ópticas instaladas no Brasil no período do boom das telecomunicações, constatou que 19% da planta óptica brasileira apresentam coeficientes de PMD superiores ao aceitável para a tecnologia de transmissão de 10Gbit/s.

Quando os dados são balanceados por rotas ópticas, esta mesma auditoria aponta que 30% das fibras brasileiras apresentam índices de PMD altos demais e inadequados para a transmissão de canais ópticos (DWDM) de 10Gbit/s.

Canais DWDM (Multiplexagem por Divisão de Comprimentos de Onda) de 10 Gb/s é a tecnologia de hoje, a mais usual e economicamente viável para a transmissão óptica em redes de longa distância.

De acordo com o diretor de tecnologia da Fiberwork Comunicações Ópticas e coordenador da auditoria, Sérgio Barcelos, a tecnologia de 40Gb/s já pode ser vista nas prateleiras; ela aguarda apenas o reaquecimento do mercado de telecomunicações para despontar. Por outro lado, os requisitos de PMD para estas taxas de transmissão são muito mais estreitos.

"Com isso, o porcentual de fibras que não serão compatíveis com esta tecnologia é ainda bem maior, da ordem de 39% de acordo com a mesma auditoria", aponta Barcelos.

O índice PMD (Dispersão do Modo de Polarização) é um parâmetro de grande importância nas telecomunicações modernas. O excesso de PMD causa interferência intersimbólica, resultando no aumento da taxa de erro de bits em comunicações digitais e na diminuição da capacidade de transmissão das fibras ópticas.

A análise desenvolvida pelos profissionais da FiberWork, denominada "Diagnósticos Especializados de Redes Ópticas", é tema de artigo de capa da revista internacional LightWave Magazine, edição de fevereiro de 2005, um importante veículo de comunicação do setor de telecomunicações ópticas do mundo.

Segundo o autor, convidado a escrever o artigo e responsável pela auditoria das redes ópticas no Brasil, Sérgio Barcelos, esta análise não está relacionada somente com as redes de fibras ópticas do país. "O problema é mundial e tem despertado preocupação em diversos países", destaca.