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APEX e Unicamp assinam convênio de cooperação para exportação do setor de fotônica

3/10/2003

Associação de Empresas de Tecnologia (AET) entregou o projeto “Brazil Photonics” à Apex

No dia 3 de outubro, aconteceu no Auditório da Administração Geral (DGA) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) uma reunião envolvendo os empresários dos setores de fotônica* e de software de Campinas, a APEX-Brasil (Agência de Promoção de Exportações do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e do Comércio Exterior), a reitoria e a Agência de Inovação da Unicamp. O objetivo do encontro, promovido pela APEX, foi fomentar a inserção destes importantes setores tecnológicos da região de Campinas na pauta de exportação brasileira.

Estiveram presentes o reitor da Unicamp, Dr. Carlos Henrique de Brito Cruz, e o presidente da APEX, Juan Quirós, os quais assinaram o convênio de cooperação para o estudo do potencial de exportação da região de Campinas, em especial para os setores de fotônica e software, além do presidente do CIESP Campinas, Francisco de Oliveira Lima Filho. Como exemplo de exportação de sucesso apoiada pela APEX, foi apresentado o projeto de software “Brains” (Brazilian Intelligence Software).

Nesta reunião, a AET (Associação de Empresas de Tecnologia) formalizou a entrega à APEX do seu projeto "Brazil Photonics - Exportação de Produtos Fotônicos Brasileiros". O projeto, que vem sendo discutido com a APEX desde Janeiro/2003, conta com o aval da reitoria da Unicamp e possui objetivos importantes para o Brasil. Alguns destes objetivos são: incrementar as exportações brasileiras de produtos com alto teor tecnológico; gerar empregos altamente qualificados na região de Campinas; aumentar o faturamento das empresas do setor; fomentar a fixação de Campinas como pólo de alta tecnologia; promover a divulgação internacional dos produtos e serviços brasileiros do setor de fotônica; estimular o desenvolvimento da tecnologia nacional e estimular o empreendedorismo tecnológico.

As empresas participantes do projeto AET-APEX constituem o grupo "Brazil Photonics" e são elas: FiberWork Comunicações Ópticas Ltda., Optolink Indústria e Comercio Ltda., Ecco Fibras e Dispositivos, Bioluz Equipamentos e Serviços, Komlux Fibras Ópticas, Fotônica Tecnologia Óptica, AsGa e Padtec S.A..

A AET é uma entidade civil de interesse público sem fins lucrativos. Foi fundada em julho de 2002 por um grupo de 6 pequenas empresas de base tecnológica (PEBT) de Campinas. Sua lista de objetivos inclui: congregar, articular ações e representar o interesse coletivo das PEBT; divulgar e fomentar a criação de condomínios setoriais de PEBT; difundir a sinergia gerada pelo associativismo competitivo; etc.. O número de PEBT associadas à AET tem crescido e espera-se superar 30 pequenas empresas de tecnologia até o início de 2004. O projeto AET-APEX é uma das iniciativas de sucesso da AET. Outras ações recentes e importantes da associação foram o projeto AET-SEBRAE de fomento ao surgimento de novos condomínios setoriais de PEBT, o projeto AET-RHAE/CNPq de apoio à gestão tecnológica em pequenas empresas, o debate e posicionamento das PEBT em relação ao projeto de lei federal da nova “Lei de Inovação”, etc..

O projeto da AET de promoção de exportação de produtos fotônicos tem como coordenador o Dr. Sérgio Barcelos, PhD em Comunicações Ópticas e diretor de tecnologia da FiberWork. De acordo com o Dr. Barcelos, o setor de fotônica tem se tornado cada vez mais estratégico no mundo. "Como paralelo, fotônica está hoje para a economia mundial como o setor de informática esteve na década de 80, isto é, na iminência do grande boom econômico", enfatiza o Dr. Barcelos. A intenção é beneficiar não apenas as empresas integrantes do grupo “Brazil Photonics”, mas todas aquelas com atuação na cadeia produtiva de fotônica como as indústrias de eletrônica, software, vidro, plástico, etc. Daí a necessidade de se divulgar o projeto junto a empresários e à sociedade em geral, somando mais participantes. “Essas empresas possuem grande potencial exportador, pois desenvolvem produtos inovadores, de alto valor agregado, com diferenciais competitivos e, algumas vezes, sem similar no mercado mundial”, completa o Dr. Barcelos.

A meta inicial de exportação do grupo “Brazil Photonics” supera 10 milhões de dólares em dois anos. Espera-se, também, como conseqüência deste projeto, a ampliação de negócios, geração de riqueza e a criação de 100 novos empregos especializados na região de Campinas, sendo aproximadamente 25% de mestres e doutores. O projeto AET-APEX colaborará também para atrair investimentos, estimular o aporte de capital de risco (venture capital) na região e, conforme prevê o Dr. Barcelos, "estabelecer Campinas como o Vale Tecnológico Brasileiro de Fotônica".

Além da AET, a empresa Softex entregou também à APEX seu projeto de exportação de software. A previsão é que os projetos sejam implementados até o final deste ano.


* Fotônica representa a aplicação prática da luz. Como setor industrial, engloba as áreas de fibras ópticas, lasers, displays e elementos optoeletrônicos, bem como todas suas aplicações comerciais práticas tais como: comunicações ópticas (telecomunicações), equipamentos médico-odontológicos a laser, sensores e instrumentações ópticos, lasers industriais, mostradores luminosos etc.. O mercado de tecnologia fotônica aplicada às telecomunicações cresceu em média 70%/ano durante a década de 90. Embora seu crescimento tem sido menor nos últimos dois anos, projeções de mercado garantem seu reaquecimento para após 2004. Neste mercado de fotônica-telecom, atuam as seguintes empresas do grupo “Brazil Photonics”: FiberWork, OptoLink, PadTec, Fotônica, Xtal e AsGa. O mercado de fotônica aplicada à área de saúde (medicina e odontologia) tem buscado soluções tecnologicamente inovadoras visando maior eficiência e redução de custos nos tratamentos clínicos. As empresas ECCO, Komlux e BioLuz atuam neste setor e possuem produtos competitivos internacionalmente. Para atender ao setor de iluminação industrial, o grupo Brazil Photonics conta com a empresa Komlux.